Desde tempos imemoriais, os três macacos sábios — que não veem o mal, não ouvem o mal e não falam o mal — têm sido símbolos de sabedoria e prudência. Ao criar a placa decorativa "Macacos Sábios", quis capturar essa essência atemporal e adaptá-la à nossa era digital. Em um mundo repleto de informações, onde o acesso é ilimitado, a verdadeira sabedoria está em saber o que absorver e o que ignorar.
Nesta peça um dos macacos segura um celular, conferindo mensagens incessantemente. É uma imagem cômica, mas que retrata com precisão nossa dependência moderna de dispositivos. Embora pareça hilário, é um reflexo realista de como nos tornamos prisioneiros de notificações constantes. Este macaco é um lembrete para não nos deixarmos engolir pela tecnologia e lembrarmos de buscar conexão real.
Na era digital, as mensagens podem ser apagadas, mas as palavras lidas permanecem conosco. Este conceito foi incorporado na minha arte: um macaco que lê e compreende - ou não?! - o que está ao seu redor. É uma reflexão sobre como devemos escolher com cuidado o que lemos e o impacto duradouro das palavras na nossa consciência.
Há uma simbologia escondida no macaco que se julga esperto — aquele que pensa saber tudo, mas ignora o que realmente importa. Este macaco é uma sátira da arrogância e do excesso de confiança. Ele nos lembra que a verdadeira sabedoria não é saber tudo, mas reconhecer o quanto ainda há para meditar.
Os macacos são conhecidos por sua inteligência e habilidade. Mas o que eles realmente escondem? Em minha obra, este mistério é simbolizado pelo olhar enigmático do macaco, que nos desafia a olhar além do óbvio e buscar significados mais profundos na vida. Eles são um convite à curiosidade e à introspecção, ainda mais no estilo virtual.
A linha que separa a inteligência da sabedoria é tênue e facilmente cruzada. Enquanto a inteligência é a capacidade de adquirir conhecimento, a sabedoria é a habilidade de aplicar esse conhecimento de maneira significativa e ética. Os "Macacos Sábios" representam essa distinção, lembrando-nos de viver além das aparências e buscar o entendimento verdadeiro.
Com esta peça, espero inspirar a refletir sobre o equilíbrio entre o saber e a sabedoria, e a encontrar a própria interpretação dos ensinamentos reais e virtuais. Serão eles os mesmos?